Seu CI roda 40 minutos e o time ignora a falha no fim. Sem critério, o build vira ruído e defeito de pagamento chega ao cliente. A estratégia de teste de uma startup cabe em uma página e começa por uma pergunta: o que quebra receita?
Onde colocar cada teste
Pagamento, permissão e cadastro recebem teste de ponta a ponta, poucos e estáveis. O resto sobe na pirâmide: unidade para regra de negócio, contrato para integração com terceiro. David Farley e Jez Humble descrevem o padrão em Continuous Delivery (Addison-Wesley, 2010). Software Engineering at Google (O'Reilly, 2020) mostra o custo de manutenção de cada camada.
Cada teste paga um de três: detecta regressão, documenta regra ou libera deploy. Teste que não faz nenhum dos três sai do repositório.
Regra do pipeline
Deixe o pipeline rápido o bastante para ninguém pular: teto de 10 minutos. Quebrou, conserta antes do próximo commit. A DORA State of DevOps Report (Google Cloud, 2024) liga frequência de deploy a teste automatizado confiável, e o grupo que ignora falha perde o ganho.
Reserve uma hora por semana para o que não tem teste: caminho novo, chamado de terceiro, script de migração. Cobertura sobe por escolha, e o número sozinho não protege cliente.