Você compara o preço de um SaaS com o preço de uma ferramenta open source e a conta não fecha. Um cobra $30 por usuário por mês. O outro cobra $0 na licença. Essa comparação ignora quem vai instalar, atualizar e sustentar a ferramenta.
Quem paga a conta do open source
Toil: alguém do time faz upgrade, resolve conflito de versão, configura backup e atende o incidente. O Google SRE Book (O'Reilly, 2016) chama esse trabalho manual e repetitivo de toil e manda medir quanto tempo do time ele consome. Se a ferramenta cuida de autenticação ou de deploy, essa pessoa é engenheira sênior.
Conta honesta: some 0,5 a 1 pessoa por ano ao custo do open source e compare em três anos. O CNCF Annual Survey 2023 (CNCF, 2024) mostra que a operação consome mais horas que a instalação em equipes de plataforma.
Quando o SaaS trava o time
Preço por usuário: peça ao fornecedor a projeção com 10, 30 e 100 assinantes. Ferramenta de $300 por mês com 10 pessoas passa de $3.000 com 100.
Saída: confirme que você exporta seus dados em formato aberto antes de assinar. Sem isso, trocar de fornecedor custa meses de trabalho.
Regra da casa
Ferramenta que dá vantagem competitiva pede controle, e open source entrega controle. Ferramenta igual para todo mundo pede conveniência, e SaaS entrega conveniência. Marty Cagan, em Inspired (2017), diz que time de produto deve gastar energia no problema do cliente. Manter ferramenta de suporte é trabalho de plataforma.