Whiteboard mede memorização
Algoritmos escritos à mão medem memorização. Candidatos usam IA em casa e empresas perderam a fé no formato. Em 2026, processos sérios medem julgamento, comunicação e código na mesma sessão.
O formato que funciona: work sample
Work sample coloca duas pessoas em uma tarefa com cara de trabalho real: depurar um teste quebrado, revisar um PR com bug sutil, estender uma feature pequena. Sessenta a noventa minutos revelam julgamento técnico, comunicação e código juntos.
Estrutura do hiring loop
Rodada 1: work sample (90 min): tarefa prática com cara de trabalho real. Dois engenheiros do time participam.
Rodada 2: system design (60 min): discussão sobre um sistema que a empresa opera de verdade. Tradeoffs reais, incidentes passados, decisões que deram errado.
Rodada 3: cultura e valores (45 min): conversa sobre como o candidato trabalha, como lida com conflitos, como dá e recebe feedback.
O que avaliar em cada rodada
Work sample: julgamento técnico, comunicação, código. O candidato pergunta antes de implementar? Explica trade-offs? Testa o que implementou?
System design: conhecimento de sistemas reais, trade-offs, incidentes. O candidato já operou sistema em produção? Já lidou com incidente?
Cultura: valores, comunicação, trabalho em equipe. O candidato dá exemplos concretos ou fala em generalidades?
Erros comuns
Mais de 3 rodadas: processo longo perde candidato para concorrente mais rápido.
Sem rubrica: avaliação sem critério vira "vibe". Cada entrevistador pontua em silêncio antes do debrief.
Sem feedback: candidato rejeitado merece feedback. É bom para a reputação e para o candidato.