Firebase entrega auth, banco e push em um fim de semana. Desenvolvimento próprio entrega o modelo de dado que o produto pede. A escolha passa pelo prazo e pelo custo de saída.
Quando Firebase ganha
MVP: app com login, feed e notificação, sem regra de negócio escondida. As regras de segurança do Firestore (Google, 2025) ficam no próprio arquivo e simulam no console antes do deploy.
Prazo: você valida uma hipótese em seis semanas e pode trocar de trilho depois. Eric Ries, em The Lean Startup (2011), defende validar antes de investir em plataforma.
Onde você perde o controle
Preço por leitura: Firestore cobra por lote de leitura e por banda de saída. Um feed que lê vinte documentos para montar um card dobra a conta sozinho.
Modelo de dado: regra que depende de transação entre coleções empurra você para Cloud Functions. Aí o backend já é seu, e só roda no provedor.
Saída: não existe exportação contínua do Firestore para Postgres. Estime a migração antes de o app ficar grande.
Decisão
Firebase para validar. Backend próprio quando faturamento, integração contábil ou precificação entram no app. Sam Newman, em Building Microservices (O'Reilly, 2015), recomenda comprar o que virou commodity e guardar esforço para o que diferencia. Escreva a decisão com custo projetado em três anos e com o plano de saída.