Um contratante resolve o pico de workload em duas semanas. Um engenheiro interno acumula o contexto do sistema que você vai usar por cinco anos. Os dois custos aparecem em linhas diferentes da planilha, e você soma um deles.
Quando o contratante vence
Frente de escopo fechado: migração de banco, integração de pagamento, setup de CI/CD. Você entrega especificação, prazo e critério de aceite. Skill pontual sem volume: segurança, dados ou mobile sem carga para manter uma vaga o ano inteiro. Fred Brooks alerta em The Mythical Man-Month (Addison-Wesley, 1975) que colocar mais gente num projeto atrasa quando a comunicação cresce junto. Contratante entra com a frente fechada e sai sem custo fixo.
Quando o time interno vence
Núcleo do produto: regra de negócio, billing, autorização. Quem domina esses arquivos não pode trocar a cada seis meses. Matthew Skelton e Manuel Pais chamam de stream-aligned o time que carrega um fluxo de valor contínuo em Team Topologies (IT Revolution, 2019). Esse time precisa de gente que fica e que responde pelo sistema.
O cálculo que falta
Você soma a taxa do contratante às horas que gasta orientando, revisando e consertando o que ele entregou. Johanna Rothman manda registrar essas horas em Manage It! (Pragmatic Bookshelf, 2007), porque elas somem da planilha. Some o refazer quando ele sai. Contratante de três anos custa como time interno e troca de contexto a cada saída.